sábado, 27 de setembro de 2008

Músicas e danças que fazem parte da cultura de Itabira


Orquestra Jovem de violões

A idéia da Orquestra Jovem de Violões surgiu com o jovem Paulo Henrique Pinto Coelho Rodrigues Alves, em 2003, quando ele foi estudar Música na Universidade Federal de Ouro Preto. Nessa cidade havia uma Orquestra Didática de Violões da UFOP e maravilhado com a iniciativa da universidade o músico Paulo Henrique, mais conhecido como Pity, resolveu montar uma orquestra em sua terra natal.

Foi então, que em novembro de 2006, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, Pity selecionou os primeiros alunos que já sabiam tocar o instrumento. Alguns já sabiam ler um pouco de partitura, outros não. Atualmente, a Orquestra Jovem de Violões conta com 20 integrantes entre 13 e 22 anos e a intenção de Pity é montar uma turma paralela para ensinar os alunos que poderão se tornar futuros integrantes da Orquestra.

Mais do que simplesmente ser uma Orquestra de Violões o principal objetivo desse projeto é ser um ponto de integração do ser humano, independente de condições sócio-econômicas.

Tumbaitá e Danças Folclóricas

Danças Folclóricas

As Danças Folclóricas ou Populares são o retrato da alegria, da fé e da

expressividade natural de um povo. Diferentemente das músicas massivas impostas pela mídia à toda população e que gera uma cultura passageira e sem expressão, as músicas do folclore brasileiro passam de geração para geração.

Em Itabira, essas representações são muito fortes pelos grupos de Congado e por um grupo folclórico de destaque: o Tumbaitá.

Tumbaitá

Criado em 1996, pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, o Grupo Folclórico Tumbaitá tem como objetivos preservar e difundir a manifestação cultural de base, em seus aspectos folclóricos e criativos, através do estudo da dança e das músicas tradicionais, no município de Itabira e região. São também pesquisadas outras manifestações populares que contribuem para um maior suporte e autenticidade às danças e cânticos mineiros.

A palavra tumbaitá, de origem indígena e africana, quer dizer “toque na pedra”, um sinal utilizado por esses povos como forma de comunicação sensível na busca da aproximação dos deuses com a natureza.

O som contagiante dos tambores, o jeito leve e brejeiro de dançar com cadência, ao som da sanfona e dos instrumentos de corda e percussão, geram um incrível clima de emoção, euforia e sensibilidade nas apresentações.

Com seus 32 integrantes, o Tumbaitá se firma a cada dia pelas constantes apresentações, nas ruas e nos palcos, como forma de espetáculo folclórico. Isso incrementa as relações comunitárias e o fortalecimento de seus valores, difundindo e fixando a identidade cultural de cada integrante com as suas comunidades.

O seu repertório reúne a convergência das culturas européia, indígena e africana, e demonstra os traços mais marcantes dos povos que construíram e constróem a história de nosso país.

O Grupo Folclórico Tumbaitá tem divulgado e pesquisado a cultura brasileira através da dança. Por onde passa encanta os espectadores com a beleza dos figurinos e adereços, realçados por suas coreografias.

Coreografias Tumbaitá:

Congada: A Congada representa o marco da cultura mineira e homenageia Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, protetores dos pobres e dos negros. Nela há a presença da Corte Conga, representados pelo rei, rainha e princesa. No festejo, com o toque dos tambores, os participantes dançam com bastões e vestimentas coloridas, dando cor e movimento a essa bela celebração.

Batuque de Viola ou Catira: Dança de sapateado realizada por homens e mulheres tendo uma característica interessante: o homem, através do sapateado, conquista a mulher do outro. Dança alegre que impressiona pela técnica dos dançarinos.

Vilão de Facas: Dança pesquisada nas cidades de Itajubá, Itapecerica, Oliveira e Dores do Indaiá. É apresentada, geralmente, em festejos religiosos em homenagem a São Sebastião, São Jorge, Divino Espírito Santo, São Benedito e Nossa Senhora do Rosário.

Historicamente, o Vilão de Facas representa a guerra entre mouros e cristãos. São movimentos realizados somente por homens que usam facões verdadeiros. Nas batidas dos metais os cristãos tentam preservar a fé entre os fiéis. Já os mouros, por sua vez, tentam espalhar o paganismo entre a comunidade cristã.

Dança de grande beleza plástica e sonora, devido às faíscas e aos sons criados pelo choque dos facões.

Dança do Carneiro: Manifestação popular que se caracteriza como Folia do Carneiro. Nessa dança o homem conquista a mulher através das amarras do carneiro durante a época de acasalamento deste.

Caiapó: A folia se apresenta em festejos alegres da cidade e em festas religiosas. Inspirada nas guerras entre tribos indígenas conta, através da dança, que a causa do confronto partiu da necessidade do nascimento de uma menina índia (a bugrinha), para trazer sorte e fartura à comunidade. Só uma das tribos foi presenteada pelo seu nascimento. A outra, sentindo-se ameaçada, rouba a criança, dando início ao conflito. A indumentária é confeccionada com palhas, penas e máscaras, criando um grande espetáculo de cores.

Dança de São Gonçalo: O culto de São Gonçalo no Brasil tem vários nomes como: Romaria de São Gonçalo, Voltas a São Gonçalo, Terço de São Gonçalo, Dança de São Gonçalo, Reza de São Gonçalo, Festa de São Gonçalo, Trocado para São Gonçalo e Roda de São Gonçalo.

A festa se dá sobre o seguinte acontecimento. Uma pessoa faz uma promessa e em agradecimento à graça alcançada convida amigos, vizinhos, parentes e violeiros, para realizar a dança. A dança sempre acontece com um altar armado para o santo.

Dança do Arcos: Os movimentos são realizados somente por mulheres. Nessa dança, diferentemente da dança de São Gonçalo, comemora-se o dia de Santo Antônio (santo casamenteiro).

Um comentário:

Gustavo Jardim disse...

gosto muito do "toque na pedra". parece o toque no passado. quantas manifestações hein. pensa em trabalhar com todas ou embarcar em uma específicaºº