quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Pesquisa de temas BH
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Segunda Etapa do Projeto Cine Aberto Cidades Digitais - Cataguases
O projeto Cine Aberto Cidades Digitais esteve em Cataguases com uma programação voltada para a avaliação dos temas pesquisados e produção dos vídeos.
Segue detalhamento das atividades e algumas fotos. Confiram!
07/10/08:
• Oficina de Fotografia Digital e aula técnica sobre o celular Nokia N95 – Fernando Libânio:
- Histórico da fotografia e principais técnicas;
- Apresentação técnica do celular Nokia N95: principais recursos e melhor forma de utilização dos mesmos.
• Oficina de Câmera HDV Z1 - Fernando Libânio:
- Principais recursos e forma de utilização dos mesmos.
• Oficina Introdutória de SONEMAS - Rodrigo Araújo: Apresentação de diversos sons para testar a percepção que os mesmos causaram em cada participante.
08/10

• Análise de Inventário – Gustavo Jardim e Joana Oliveira
Apresentação dos participantes, instituições e temas pesquisados para a construção dos vídeos.
Foi proposto aos participantes que tentassem abordar os temas sob a perspectiva de um viés artístico com o intuito de agregar linguagens artísticas ao termo de patrimônio. Foram apresentadas várias possibilidades de atravessamento artístico dos temas apresentados tais como:
Itabira - Literatura e dança:
Temas:
Casa de Drummond / Rua Santana / Grupo Folclórico Tumbaitá
Tiradentes - Música e artesanato:
Temas:
Banda Ramalho / Órgão da Matriz / Tião Paineira
Cataguases - Movimentos artísticos:
Temas:
Modernismo / Revista Verde / Humberto Mauro
Ouro Preto - Música, artesanato e cinema:
Temas:
Diamantina - Arquitetura e Canto:
Temas:
Quartel do Indaiá / Torres / Arquitetura Barroca
Belo Horizonte: Efervescências culturais.
Temas:
Praça da Estação / Feira Hippie / Edifício Maletta / Bares
• Oficina de Roteiro – Joana Oliveira:
Etapas para a elaboração de roteiros e apresentação de possibilidades de narrativas;
• Sessão de Cinema:
- Biografia do tempo - Joana Oliveira e Marcos Pimentel
- Sumidouro – Cris Azzi
- Os Filmes que não fiz – Gilberto Scarpa
- Mãos Brasileiras – Interprogramas dedicados aos três santos juninos (Santo Antônio, São Pedro, São João)– Encomenda da TV Brasil para a Produtora Camisa Listrada.
09/10

• Oficina de Audiovisual: Direção e Edição – Nélio Costa:
Apresentação de diversas opções e possibilidades de direção de produtos audiovisuais, conversa com participantes a respeito dos temas escolhidos para serem transformados em vídeo;
• Visita ao Memorial Humberto Mauro;
• Confraternização e visita à Fábrica do Futuro.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Saiba mais de Itabira
Localização: Leste de Minas Gerais distante 105 km de Belo Horizonte.
Curiosidade: Itabira foi palco da criação da Vale do Rio Doce em 1942.
IDH 2000 - 0,822
Vamos as fotos:
1- Panorâmica
2- Centro Histórico
3- Casarão Histórico
4- Igreja do Rosário
5- Catedral de Itabira
6- Antiga casa de Carlos Drummond de Andrade
7- Casarão
8- Outro belo casarão
9- Casarão restaurado
10- Prefeitura
11- Fundação Carlos Drummond de Andrade
Fotos by Panoramio
12- Maria Fumaça - Praça do Areão
13- Praça do Areão
14- Igreja Nossa Senhora de Fátima
15- Centro Histórico
16- Estátua Carlos Drummond de Andrade
17- Vistas da cidade
18- Igreja do Rosário
19- Casa de Drummond
FIM!!!
domingo, 28 de setembro de 2008
Saiba mais de Itabira

Antiga Fazenda dos Doze Vinténs ou Fazenda dos Doze, pertenceu a Carlos de Paula Andrade, pai de Carlos Drummond de Andrade. Era nesse local que Drummond costumava passar as férias escolares. O local inspirou o poema Infância, pertencente ao Museu de Território Caminhos Drummondianos.
A Fazenda do Pontal conta hoje com espaços para recepção, sala de exposição, auditório com capacidade para 100 pessoas e espaço para a montagem de café temático.
História da Fazenda - Demolida pela Companhia Vale do Rio Doce, na década de 70, para a construção da barragem de rejeito de minério, a Fazenda foi reconstituída no bairro Campestre. Foi utilizado parte do material original guardado por três décadas - janelas, portas, parte do assoalho e do forro. Seguindo um projeto de reconstituição que teve acompanhamento do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), o imóvel tem pilares e vigas de estrutura metálica, além de parte do madeirame original. Algumas interferências modernas (elevador e rampa para portadores de necessidades especiais) foram necessárias, até mesmo por não se tratar de uma obra de restauração.
Localização: Rua Maria Julieta, s/nº. Campestre. Itabira.
sábado, 27 de setembro de 2008
Músicas e danças que fazem parte da cultura de Itabira
A idéia da Orquestra Jovem de Violões surgiu com o jovem Paulo Henrique Pinto Coelho Rodrigues Alves, em 2003, quando ele foi estudar Música na Universidade Federal de Ouro Preto. Nessa cidade havia uma Orquestra Didática de Violões da UFOP e maravilhado com a iniciativa da universidade o músico Paulo Henrique, mais conhecido como Pity, resolveu montar uma orquestra em sua terra natal.
Foi então, que em novembro de 2006, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, Pity selecionou os primeiros alunos que já sabiam tocar o instrumento. Alguns já sabiam ler um pouco de partitura, outros não. Atualmente, a Orquestra Jovem de Violões conta com 20 integrantes entre 13 e 22 anos e a intenção de Pity é montar uma turma paralela para ensinar os alunos que poderão se tornar futuros integrantes da Orquestra.
Mais do que simplesmente ser uma Orquestra de Violões o principal objetivo desse projeto é ser um ponto de integração do ser humano, independente de condições sócio-econômicas.
Danças Folclóricas
As Danças Folclóricas ou Populares são o retrato da alegria, da fé e da
expressividade natural de um povo. Diferentemente das músicas massivas impostas pela mídia à toda população e que gera uma cultura passageira e sem expressão, as músicas do folclore brasileiro passam de geração para geração.
Em Itabira, essas representações são muito fortes pelos grupos de Congado e por um grupo folclórico de destaque: o Tumbaitá.
Tumbaitá
Criado em 1996, pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, o Grupo Folclórico Tumbaitá tem como objetivos preservar e difundir a manifestação cultural de base, em seus aspectos folclóricos e criativos, através do estudo da dança e das músicas tradicionais, no município de Itabira e região. São também pesquisadas outras manifestações populares que contribuem para um maior suporte e autenticidade às danças e cânticos mineiros.
A palavra tumbaitá, de origem indígena e africana, quer dizer “toque na pedra”, um sinal utilizado por esses povos como forma de comunicação sensível na busca da aproximação dos deuses com a natureza.
O som contagiante dos tambores, o jeito leve e brejeiro de dançar com cadência, ao som da sanfona e dos instrumentos de corda e percussão, geram um incrível clima de emoção, euforia e sensibilidade nas apresentações.
Com seus 32 integrantes, o Tumbaitá se firma a cada dia pelas constantes apresentações, nas ruas e nos palcos, como forma de espetáculo folclórico. Isso incrementa as relações comunitárias e o fortalecimento de seus valores, difundindo e fixando a identidade cultural de cada integrante com as suas comunidades.
O seu repertório reúne a convergência das culturas européia, indígena e africana, e demonstra os traços mais marcantes dos povos que construíram e constróem a história de nosso país.
O Grupo Folclórico Tumbaitá tem divulgado e pesquisado a cultura brasileira através da dança. Por onde passa encanta os espectadores com a beleza dos figurinos e adereços, realçados por suas coreografias.
Coreografias Tumbaitá:
Congada: A Congada representa o marco da cultura mineira e homenageia Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, protetores dos pobres e dos negros. Nela há a presença da Corte Conga, representados pelo rei, rainha e princesa. No festejo, com o toque dos tambores, os participantes dançam com bastões e vestimentas coloridas, dando cor e movimento a essa bela celebração.
Batuque de Viola ou Catira: Dança de sapateado realizada por homens e mulheres tendo uma característica interessante: o homem, através do sapateado, conquista a mulher do outro. Dança alegre que impressiona pela técnica dos dançarinos.
Vilão de Facas: Dança pesquisada nas cidades de Itajubá, Itapecerica, Oliveira e Dores do Indaiá. É apresentada, geralmente, em festejos religiosos em homenagem a São Sebastião, São Jorge, Divino Espírito Santo, São Benedito e Nossa Senhora do Rosário.
Historicamente, o Vilão de Facas representa a guerra entre mouros e cristãos. São movimentos realizados somente por homens que usam facões verdadeiros. Nas batidas dos metais os cristãos tentam preservar a fé entre os fiéis. Já os mouros, por sua vez, tentam espalhar o paganismo entre a comunidade cristã.
Dança de grande beleza plástica e sonora, devido às faíscas e aos sons criados pelo choque dos facões.
Dança do Carneiro: Manifestação popular que se caracteriza como Folia do Carneiro. Nessa dança o homem conquista a mulher através das amarras do carneiro durante a época de acasalamento deste.
Caiapó: A folia se apresenta em festejos alegres da cidade e em festas religiosas. Inspirada nas guerras entre tribos indígenas conta, através da dança, que a causa do confronto partiu da necessidade do nascimento de uma menina índia (a bugrinha), para trazer sorte e fartura à comunidade. Só uma das tribos foi presenteada pelo seu nascimento. A outra, sentindo-se ameaçada, rouba a criança, dando início ao conflito. A indumentária é confeccionada com palhas, penas e máscaras, criando um grande espetáculo de cores.
Dança de São Gonçalo: O culto de São Gonçalo no Brasil tem vários nomes como: Romaria de São Gonçalo, Voltas a São Gonçalo, Terço de São Gonçalo, Dança de São Gonçalo, Reza de São Gonçalo, Festa de São Gonçalo, Trocado para São Gonçalo e Roda de São Gonçalo.
A festa se dá sobre o seguinte acontecimento. Uma pessoa faz uma promessa e em agradecimento à graça alcançada convida amigos, vizinhos, parentes e violeiros, para realizar a dança. A dança sempre acontece com um altar armado para o santo.
Dança do Arcos: Os movimentos são realizados somente por mulheres. Nessa dança, diferentemente da dança de São Gonçalo, comemora-se o dia de Santo Antônio (santo casamenteiro).


